Emanuel Carneiro

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Obrigado, Jesus

25/11/2019 às 10:51

Alexandre Vidal / Flamengo

O português Jorge Fernando Pinheiro de Jesus, de 65 anos, acaba de ganhar 2 títulos em menos de 24 horas dirigindo o Flamengo. Qual é o seu segredo?

Jesus tem uma frase definidora “não há um bom treinador sem bons jogadores e não há uma boa equipe sem um bom treinador. O treinador é como jogador: nasce, desenvolve, potencializa. A minha escola foi a prática, o treino, foi o jogador.”

Há um grande mérito da diretoria do clube na festa rubro-negro pela reformulação do elenco, pelas contratações pontuais, pelo investimento. E crédito também para as administrações anteriores que construíram uma base invejável.

O Flamengo vendeu caro jogadores importantes e na mesma proporção foi ao mercado dando tiros certos.

Outro dia Arrascaeta deu uma entrevista dizendo que foi “desconhecido” pelo Abel Braga, o técnico anterior a Jorge Jesus. Está dito tudo. Cansamos de ver Thiago Larghi, Mano Menezes e Felipe Santana colocando times reservas em campos nos jogos de Atlético e Cruzeiro em nome de poupar jogadores com desgaste. 

O que fez Jorge Jesus? Colocou os titulares do Flamengo em campo desde que assumiu o time não se importando com o próximo jogo.

Uma outra coisa. Na decisão contra o River Plate anunciou o time 48 horas não se preocupando com o que o inimigo ia fazer com a informação.

A pontinha de inveja que o seu sucesso está causando nos treinadores brasileiros poderá ser usada para o bem reavaliando conceitos.

Um deles para aceitar a lição pode ser o Tite, treinador da Seleção Brasileira, só informando a escalação do time no vestiário para enfrentar adversários medíocres. Isto só causa insegurança e a apreensão no elenco. 

Estamos carentes de bons treinadores no futebol brasileiro. Enquanto argentinos e portugueses se espalham pelo mundo da bola, os nossos colocam em campo conceitos ultrapassados e se consideram os donos da verdade com seus salários altíssimos. 

Obrigado, Jesus, pela aula que nos deu. 

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