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Galo: atleticanos se reinventam para comemorar título do Mineiro durante a pandemia

Por Chiara Ribeiro , 31/08/2020 às 06:05
atualizado em: 31/08/2020 às 15:50

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Foto: Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

Acostumados a estar nas arquibancadas e nas ruas de Belo Horizonte, os torcedores do Atlético tiveram que alterar a forma de comemorar mais um título do Campeonato Mineiro nesse domingo (30). Tudo devido à pandemia do novo coronavírus. 

Os jogos ainda acontecem sem torcida para seguir os protocolos de saúde. Além disso, bares e restaurantes de Belo Horizonte estão com restrição de público e seguindo horários especiais para evitar aglomeração, o que fez com que os atleticanos tivessem que se reinventar na comemoração. 

Fernando Corrêa, engenheiro de 32 anos, é acostumado a acompanhar de perto o Galo, seja no estádio ou com a família reunida em casa. Esse ano está de quarentena em um hotel e comemorou o título de uma maneira para lá de diferente.

“Comprei meu tira gosto, trouxe para o quarto, criei aquela atmosfera da sala da minha casa e deu certo. Para sorte dos meus amigos, esse ano a zoeira será somente virtual, cumprindo o distanciamento, cuidando da minha saúde e da saúde deles também”, ressaltou.

Apesar de não poder estar no estádio, o engenheiro não abriu mão de um dos seus “rituais” para garantir a vitória alvinegra. “Em dia de final tem que ser a camisa retrô, a mesma usada na final da Libertadores de 2013, ela não falha. Nas finais que não usei, o Galo perdeu”, afirmou.

Já Danielle Silveira, engenheira de 25 anos, conta que em dias de final já acorda ansiosa para encontrar com os amigos e ir ao estádio. Para se sentir no jogo, a atleticana fez da sala da sua casa a arquibancada.

“Nos domingos que os jogos acontecem às 16h, já acordo na expectativa, com tudo organizado, horário para sair de casa, onde encontrar os amigos e vamos cedo para o estádio. Hoje foi bem diferente e estranho. É muito estranho não ter essa preparação para ir ao estádio, mas não deixei de vestir a camisa para assistir ao jogo em casa”, disse.

Danielle conta que, apesar de sentir que a sensação desta final contra o Tombense foi completamente diferente, uma coisa não mudou: aquela máxima de que “se não for sofrido, não é Galo”. Mesmo com o Atlético em vantagem por ter ganhado por 2 a 1 o primeiro jogo e estando na frente do time de Tombos por 1 a 0, a engenheira conta que ficou nervosa.

“Desde o primeiro jogo com aquele gol no finalzinho. Hoje, quando eu olhei aquele acréscimo de 10 minutos eu pensei ‘esse juiz está louco’, quase que eu dei uma de Allan e empurrei o juiz”, brinca Danielle. 

“Mas deu tudo certo, a sensação é bem diferente, comemorar em casa, mas é muito bom ganhar título e foi importante pra gente”, completa.

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