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Dois anos depois da Rússia, dois anos para o Qatar

Por Milton Naves, 05/07/2020 às 16:16
atualizado em: 05/07/2020 às 16:27

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Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Figueiredo/CBF

Por Milton Naves, narrador da Itatiaia

Desde o título de 2002 — talvez exceção apenas na edição da África do Sul, com Dunga — o elenco da Seleção Brasileira sempre mereceu todas as expectativas para um hexacampeonato que ainda não veio. Em novembro de 2022, tudo indica que teremos motivos para estar com as essas expectativas justificadamente renovadas.

A coluna de hoje é uma tentativa de explicar o porquê, passando por todas as posições.

O arqueiro está resolvido. Alisson é um dos melhores do mundo e guarda a baliza do melhor time do mundo. E tem gente que ainda prefere o Ederson, mas, independentemente desse debate, o ponto é que estamos bem atendidos.

Na defesa, vamos agradecer a Simeone. Vejamos: na lateral-esquerda, provavelmente, vamos ter novidade depois de 2 Copas: Renan Lodi deve substituir Marcelo, pela forma como rapidamente amadureceu e se adaptou à Europa. Junte-se a isso o entrosamento com Felipe no Atlético de Madrid, um dos possíveis candidatos a compor a zaga ao lado de Marquinhos, já que Thiago Silva (que vai sair do PSG) dificilmente disputará uma vaga entre os 11.

Na lateral direita, temos uma questão: o veterano e multi-campeão Daniel Alves estará com 39 anos e meio, jogando em posição diferente no clube. E o talentoso Danilo, infelizmente, ainda não conseguiu provar que o próximo dono da 2 é ele. E já é crucial descobrir quem será. Minha aposta é que, em 2 anos, o Emerson terá evoluído bastante a ponto de ser considerado.

Entre os volantes, a expectativa é pela preservação de Casemiro, mas agora com Fabinho, que está cada vez mais firme no time do Klopp; ou com Arthur (de time novo, a Juventus), no lugar do Fernandinho. Para Arthur, a mudança para Turim vai ser ótima. Chega a peso de ouro e vai ser protagonista no time de Sarri, sem a concorrência de estrelas promissoras nacionais (como é com Riqui Puig, no Barcelona) ou de medalhões que despertam mais confiança do técnico (como Vidal e Rakitic).

No quarteto ofensivo, dificilmente Phillippe Coutinho estará com confiança e nível de competitividade, como se esperava dele na Rússia. Lembro que havia gente que se empolgava e dizia até que ele era o grande nome do time, e não Neymar. Talvez Tite deva apostar mais no Bruno Guimarães, do Lyon. 

Na frente, temos que depositar a confiança em um homem: Zinedine Zidane. Além de desenvolver Rodrygo, se Zidane conseguir — como tem tentado algumas vezes — fazer Vinicius Jr. e Hazard jogarem juntos, presta uma enorme contribuição à Seleção, para que Vinícius e Neymar (esse, claro, presença indiscutível) possam também atuar num mesmo time.

Se o menino Ney seguir na trilha para se converter em adulto Ney, isso aumenta, consideravelmente, as nossas chances.

A camisa 9 é a que mais depende do momento. Não acredito que seja Gabriel Jesus de novo e a competição maior deve ficar entre Firmino e Gabigol.

Desenha-se, assim, um time que se parece com os últimos campeões: mesclado, mas com mais juventude do que experiência e privilegiando o momento do atleta, em detrimento de currículos.

Passada a pandemia, o que se espera que ocorra logo, libero-me oficialmente para começar a pensar no hexa de novo. Deu errado nas últimas quatro vezes, é verdade, mas é também verdade que esse desejo coletivo compartilhado de ser hexa compõe uma das épocas mais legais para se ser brasileiro.

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