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Prosa Poética, no programa Tarde Ponto Com, por Mary Arantes: 'Minha casa, minha vida'

Por Mary Arantes, 01/10/2020 às 16:10
atualizado em: 05/10/2020 às 17:05

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Foto: Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal
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Antes da pandemia, a tendência nas metrópoles era construir apartamentos cada vez menores, em prédios com áreas compartilhadas. O isolamento mudou tudo: colocou as pessoas em casa e a casa no centro das atenções.

A demanda mudou totalmente e se antes casa era quase um dormitório, lugar onde chegávamos tarde da noite e saíamos no outro dia, cedo, com mil funções agendadas: pilates, meditação, ginástica, academia e seus aparelhos. A casa precisou ser resignificada.

Estávamos todos ligados no automático e de repente fomos obrigados a ficar em casa, olhar pra ela e pra nos mesmos. Várias transformações como a adoção do home office, vieram pra ficar, assim como o uso da bicicleta para se locomover, fatos que podem mudar ainda mais a cara das residências.

“Imóveis arejados, mais espaçosos, com revestimentos fáceis de limpar, devem ser mais valorizados”, disse André do Val, em seu newsletter.

As pessoas que moram em casas, se voltaram pros jardins e eles foram reformados e ou, melhor cuidados nessa temporada. Tanto que o rapaz de quem eu sempre compro terra, de 2 a 3 dias pra entregar está pedindo de 15 a 20. Pequenas coisas passaram a ter mais significado, como cuidar de plantas, acompanhar o crescimento e o florescer.

Já falamos aqui sobre pessoas que nunca tinham entrado na cozinha e que descobriram em lives de gastronomia, que eram capazes de cozinhar. A cozinha que sempre foi o melhor lugar da casa, se alguém não sabia disso, com certeza aprendeu e vai querer uma melhor, maior, reformar, claro, se puder!

Com as saídas reduzidas, só nos restou olharmos pra dentro. Esse tempo, como dizemos na moda, serviu para darmos, um tapa no visual da casa.

Conversando com Vênica, querida amiga, proprietária da loja Vênica Casa, ela me disse que atendeu recentemente, uma senhora idosa, procurando por almofadas. Essa cliente escolheu pra levar as almofadas mais coloridas da loja, um perfil de almofadas, que segundo Vênica, normalmente não seria o escolhido por uma pessoa de mais idade, nos apontando que os idosos também se cansaram nesse período, da decoração séria e digamos, estática. Levou almofadas como estímulo visual para novos dias e certamente, novas mudanças.

Vênica ainda me disse, que a grande descoberta de muita gente nesta pandemia, foi descobrir que o sofá que tinham em casa, era muito ruim. Afinal, ninguém nunca passou tanto tempo sentado num sofá!

Mas, com as indústrias fechadas, as vendas que seriam garantidas pelas lojas, pra este item, ficarão na fila de espera, pois os insumos para fabricação dos mesmos, como a espuma, são importados e estão em falta no mercado.

Deu saudades da segunda feira de tempos atrás, quando assentávamos no sofá à noite, só pra ver o programa da Hebe. Lembra?!

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